A partir de julho de 2026, carros elétricos e híbridos importados passam a pagar a alíquota máxima de 35% de Imposto de Importação — o mesmo teto já aplicado aos veículos a combustão. A mudança encerra o cronograma de reoneração gradual iniciado pelo governo federal em janeiro de 2024, dentro do programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover).
Como eram as alíquotas antes
Até a entrada em vigor da nova regra, a tributação era escalonada por tipo de eletrificação:
- Híbridos convencionais: 30%
- Híbridos plug-in: 28%
- Elétricos puros: 25%
Com a mudança, as três categorias passam a pagar 35%, equiparando-se à alíquota que já valia para carros a gasolina ou diesel.
O que isso muda no cálculo de importação
Se você está avaliando importar um elétrico ou híbrido dos EUA, o impacto aparece direto na linha de II — Imposto de Importação do cálculo: o valor sobe proporcionalmente sobre o FOB do veículo, o que também eleva a base de cálculo do IPI, PIS, COFINS e ICMS em cascata (já que esses tributos incidem sobre o valor com o II já somado). Na prática, o custo total de desembarque de um elétrico ou híbrido fica mais próximo do de um carro a combustão equivalente — a vantagem tributária que esses modelos tinham em relação à importação está desaparecendo.
Quem ainda escapa da alíquota cheia
Vale lembrar que veículos com mais de 30 anos de fabricação continuam isentos de IPI na importação, independentemente do tipo de motorização — essa regra não foi alterada. Para clássicos americanos elétricos de nicho (raros, mas existentes) ou para qualquer clássico a combustão, a vantagem do IPI zero permanece valendo.
Quer ver o impacto real no seu caso? Cole o link de um anúncio do Cars.com na calculadora e compare o custo total considerando a alíquota atualizada.
Fontes: CNN Brasil · Diário do Poder
